Cultura Organizacional: um desafio nas empresas

Atualizado: 2 de jul. de 2021

Você conhece o modelo de Burke-Litwin, sobre cultura organizacional?

Ele indica como a performance de uma empresa, em última instância, está conectada com a cultura, estratégia e liderança da organização.

A organização de garantir que a cultura não seja só um conjunto de frases na parede, ela deve estar presente nos processos de tomada de decisão como contratação, promoção e demissão. Esses processos são símbolos para passar o recado e consolidar valores esperados na empresa.


Ainda que dar abertura sobre os motivos de um desligamento para o restante dos funcionários nem sempre seja tão fácil, esta é uma excelente maneira de reforçar cultura.

A cultura deve ser pauta para todo o pessoal da empresa. Afinal, é ela que orienta quais são os "valores" que o indivíduo deve correr atrás para ser reconhecido.

Existem embaixadores de cultura e o impacto das lideranças para fortalecer este tema na organização. Fica claro que na medida em que elegemos algumas pessoas como representantes da cultura, suas ações tornam-se uma referência para o restante da empresa entender quais comportamentos adotar e quais não adotar.

Em tempos de trabalho remoto, essa essência não deveria ser alterada: adapta-se a forma como os conceitos são repassados, mas eles não podem deixar de existir. Neste ponto, foram trazidos alguns exemplos: se é parte da cultura da empresa os valores de acolhimento e descontração, então neste período de home offfice foram inauguradas ações como happy hours virtuais, apoio para os funcionários acessarem um auxílio psicológico e iniciativas para promover maior conforto nos "novos escritórios" que os colaboradores estão trabalhando.


O desafio que fica é: como será para as empresas seguirem mantendo esse reforço cultural na medida em que o trabalho remoto deixa de ser uma possibilidade e passa a ser quase um pré-requisito. Na medida em que o ambiente externo passa a exigir essa adaptação das empresas por conta de um evento específico (a pandemia), isso não significa que as adaptações não possam ter vindo "para ficar". Afinal, como atrair e reter talentos em uma empresa que já não oferece mais essa flexibilidade entre o remoto e o presencial?

Por fim, vivemos uma "guerra global por talentos". A possibilidade do home office permite alcançar pessoas de altíssimo potencial em qualquer lugar. No entanto, aqui é muito importante ter em mente que a cultura deveria ser o crivo principal para a tomada de decisão. Em outras palavras, se um profissional tem méritos e conhecimento, mas não tem os mesmos valores da empresa, não seria o ideal contratá-lo.

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